segunda-feira, 1 de agosto de 2011

DESCUBRO.

Descubro que o tempo passa e ainda tomo doses excessivas dessa 3ª pessoa: "ele". Descubro suas linhas para a mais vil  das mulheres. Embora, essa contradança me faça entender que a sua estória mais uma vez se repete. Eu já tentei apagar o seu cigarro, já fiz parar a sua música, os seus filmes...e por covardia, não abri uma página do livro Memórias de uma Gueixa.
Eu que passo a vida juntando as peças na cabeça. Mas não passa.Vontade de mandar Guilherme Arantes ir tomar no cú com Um dia, um Adeus, assim como um amigo meu mandou também o Bob Dylan um dia.
O teu engano é um vinho seco que não me passa na garganta. A tua escolha me aponta um dedo pela vida afora. Sei que me lê. Às escondidas, discretamente para não dar um braço a torcer. Sei que me lê! Como sei? Não sei, eu sinto. Descubro que o tempo passa e esse abismo de mim é bem fictício  porque estou sempre a te lembrar. Descubro desse pobre coração de professora o que não aprendi para ensinar. Descubro que não esqueci.

9 comentários:

Batom e poesias disse...

Uma lágrimazinha me escorreu agora do olho esquerdo.
A do direito, ainda está boiando enquanto eu lembro das escolhas que não foram minhas e que mudaram a minha vida também.

Adorei o texto que é forte e engraçado ao mesmo tempo.
Coitadinho do Guilherme Arantes...kkk

Bjs, querida.
Rossana

Paulo Rogério disse...

Você incita seu leitor furtivo, seu cúmplice, seu amante, e Gilherme Arantes é quem paga o pato!
E um grande escrito seu! Algo contraditório como essa paixão inacabada!
(ps.:Pobre coração de professora(?).
Parece ser mais que lenda as professoras são as que mais amam errado - tenho uma irmã, e me recordam suas paixões platônicas...)! Rsss.
Beijo!

Henrique disse...

Se é uma confissão não é um poema? O escritor pode revelar algo sobre si e nos provocar a imaginação : a qual outro leitor foi feita esta missiva?
Se é uma confissão não é um poema. Poderás negar a todos que ele existe, que sentes algo assim realmente por qualquer pessoa... E não o farias tu? Eu? Um poema não é uma confissão, não cabem arrependimentos. E se o poema parece dar voltas é que a mente e o coração também giram. O olhar do poeta está dentro dele como que vindo de uma quarta dimensão, pondo suas vísceras à mostra sem rasgar a pele. Da Roma Antiga aos palcos shakesperianos percebemos : "Homens gostam de sangue". E damos a eles o sangue. Damos a eles um poema. Um testemunho.

Desengavetados disse...

Alegra-me saber que, comentários deixam expostos , pontos de vistas diferentes. Por mais que eu me esforce em me manter aqui. O que tem sido mais importante, até hoje, é a impressão dos leitores. Não me importo se escrevo pra um ou pra 50 e mais.
Que fique claro que, o meu "escrever" ainda é indefinível. Não me ingesso nos padrões.Também não me preocupo com o tempo da escrita.
Na realidade, me preocupo em expressar o que talvez não diria com naturalidade a tantos em uma conversa.
Bem, é isso.

Andréa de Azevedo.

Anna Araujo disse...

Saudades de você também querida, e das nossas conversas então! Andas sumida, da Taverna, do Blog. Apareça!
Sobre o texto não vou falar nada, nesse momento esqueço da saudade, a primavera me chama pra vida, a saudade está guardada na caixa das palavras que não tem encontrado mais rima... Bjão e apareça!

MAILSON FURTADO disse...

Andrea seu texto me marcou profudamente meu momento por conta de eu não consegui esquecer fatos e ficar remantando várias coisas que deixou de acontecer...

E como é bom sempre essa força de sua escrita que parece gritar dentro da gente, quando de fato ela marca!

Parabéns!

Renata de Aragão Lopes disse...

Esquecer exige treino...

Um bejo, querida!

http://docedelira.blogspot.com

Ziza's N.E.M. disse...

gostei do que li e as comparações anafóricas. =) vou seguir , deixo aqui o link do meu blogue caso queiras ver: raiosqueparta.blogspot.com

«╬♥ LADy M«╬♥ disse...

Adorei te sigo bjs