Descubro que o tempo passa e ainda tomo doses excessivas dessa 3ª pessoa: "ele". Descubro suas linhas para a mais vil das mulheres. Embora, essa contradança me faça entender que a sua estória mais uma vez se repete. Eu já tentei apagar o seu cigarro, já fiz parar a sua música, os seus filmes...e por covardia, não abri uma página do livro Memórias de uma Gueixa. Eu que passo a vida juntando as peças na cabeça. Mas não passa.Vontade de mandar Guilherme Arantes ir tomar no cú com Um dia, um Adeus, assim como um amigo meu mandou também o Bob Dylan um dia.
O teu engano é um vinho seco que não me passa na garganta. A tua escolha me aponta um dedo pela vida afora. Sei que me lê. Às escondidas, discretamente para não dar um braço a torcer. Sei que me lê! Como sei? Não sei, eu sinto. Descubro que o tempo passa e esse abismo de mim é bem fictício porque estou sempre a te lembrar. Descubro desse pobre coração de professora o que não aprendi para ensinar. Descubro que não esqueci.
9 comentários:
Uma lágrimazinha me escorreu agora do olho esquerdo.
A do direito, ainda está boiando enquanto eu lembro das escolhas que não foram minhas e que mudaram a minha vida também.
Adorei o texto que é forte e engraçado ao mesmo tempo.
Coitadinho do Guilherme Arantes...kkk
Bjs, querida.
Rossana
Você incita seu leitor furtivo, seu cúmplice, seu amante, e Gilherme Arantes é quem paga o pato!
E um grande escrito seu! Algo contraditório como essa paixão inacabada!
(ps.:Pobre coração de professora(?).
Parece ser mais que lenda as professoras são as que mais amam errado - tenho uma irmã, e me recordam suas paixões platônicas...)! Rsss.
Beijo!
Se é uma confissão não é um poema? O escritor pode revelar algo sobre si e nos provocar a imaginação : a qual outro leitor foi feita esta missiva?
Se é uma confissão não é um poema. Poderás negar a todos que ele existe, que sentes algo assim realmente por qualquer pessoa... E não o farias tu? Eu? Um poema não é uma confissão, não cabem arrependimentos. E se o poema parece dar voltas é que a mente e o coração também giram. O olhar do poeta está dentro dele como que vindo de uma quarta dimensão, pondo suas vísceras à mostra sem rasgar a pele. Da Roma Antiga aos palcos shakesperianos percebemos : "Homens gostam de sangue". E damos a eles o sangue. Damos a eles um poema. Um testemunho.
Alegra-me saber que, comentários deixam expostos , pontos de vistas diferentes. Por mais que eu me esforce em me manter aqui. O que tem sido mais importante, até hoje, é a impressão dos leitores. Não me importo se escrevo pra um ou pra 50 e mais.
Que fique claro que, o meu "escrever" ainda é indefinível. Não me ingesso nos padrões.Também não me preocupo com o tempo da escrita.
Na realidade, me preocupo em expressar o que talvez não diria com naturalidade a tantos em uma conversa.
Bem, é isso.
Andréa de Azevedo.
Saudades de você também querida, e das nossas conversas então! Andas sumida, da Taverna, do Blog. Apareça!
Sobre o texto não vou falar nada, nesse momento esqueço da saudade, a primavera me chama pra vida, a saudade está guardada na caixa das palavras que não tem encontrado mais rima... Bjão e apareça!
Andrea seu texto me marcou profudamente meu momento por conta de eu não consegui esquecer fatos e ficar remantando várias coisas que deixou de acontecer...
E como é bom sempre essa força de sua escrita que parece gritar dentro da gente, quando de fato ela marca!
Parabéns!
Esquecer exige treino...
Um bejo, querida!
http://docedelira.blogspot.com
gostei do que li e as comparações anafóricas. =) vou seguir , deixo aqui o link do meu blogue caso queiras ver: raiosqueparta.blogspot.com
Adorei te sigo bjs
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