terça-feira, 24 de novembro de 2009

c
a
s
c
a
t
a
s aboresss...
s aberesss...
s ede
s entisss...
s edento
s aciasss...
s
s
s
.
.
.

domingo, 25 de outubro de 2009













Coração metálico

Voltei para o mar e era dia.
A paz da manhã parecia me escutar...
Não havia lágrimas desta vez,
nem um coração aos pulos.
Tudo aqui é tão perfeito...
Vejo os prédios de longe
e até o Cristo tenta me abraçar.
É só um quadro,
de perto, está cheio de borrões.
Sou maquiada
unhas pintadas
o dever de manter
aparências.
Monólogo meu...
ficarei acanhada em dizer
retenho à memória
umas palavras
e elas logo se soltam
e me voam entrecortadas...
Cabeça nas nuvens
pés no chão.
Coração metálico
meu gesto mecânico, contido
insistindo em pulsar...


16/09/2002 Reformulado 25/10/2009

segunda-feira, 5 de outubro de 2009

Versos teus, versos meus.


Crescer com a virtude de não ser
E ser a virtude do que permanece.
Lutar com armas limpas e claras
E forjar a luz de cada amanhecer.
Cantar musas em versos e prosas
Celebrar a confusão de prosódias
E a lucidez da loucura de cada dia. (Fabiano Silmes)

Sem decorar sextilhas e redondilhas
Andei sem rumos. Quebrei os pactos.
E se me compactuava as normas e as métricas,
dantes as pretendias
desde o verso inicial em parceria.
Mas não sou poeta que segui à risca
aquilo que regula meus princípios. Minha arte.
Sou poeta! Com armas limpas e claras.
Atiro meus versos com essa tinta que se esgota.
E a lucidez da loucura de cada dia se finda. (Andréa de Azevedo)

sábado, 26 de setembro de 2009

Não gosto de passos longos

nem sempre são grandes passos.

Prefiro passos curtos

bem idealizados.

É na ponta dos pés

que guardo o equilíbrio

e a sabedoria concedida.

01/08/2001.

terça-feira, 22 de setembro de 2009


É desejo

devaneio

de um coração

derradeiro

de uma paixão

em neon

piscando:

ILUSÃO
ILUSÃO ILUSÃO

ILUSÃO
ILUSÃO ILUSÃO


10/09/2000

quarta-feira, 16 de setembro de 2009


Lata d' água na cabeça


Na estrada de chão No sol escaldante
As mulherem sobem As mulheres descem
Lata d' água na cabeça! Mãe do lado dizendo:

_Ande que tem mais lata pra pegá, menino divagá!

Seguem arrastando os passos Erguendo suas cambucas
Não tem bica Não tem ducha
Graças ao Bom Deus Tem água pra encher a lata
porque dia desses por ali...Tinha lata vazia.

sexta-feira, 10 de julho de 2009

Face.

Desde de garota sempre quis tocar que nem Renato Russo. Mas descobri que ele não tocava tanto assim, suas letras nutriam minhas ansiedades, meus destemperos, meus amores...como se eu lesse meu diário em voz alta. Sim desde garota... eu quis ser jornalista e entrevistar as pessoas. Acabei professora. Quando vou à livraria, o livreiro me diz que vende meus sonhos. Meus sonhos...eu trabalho com lendas...livros são minha maior vaidade. Eu me apego a eles, eu choro com eles e dou risada. Acho todo enredo bem mais interessante do que minha vida.
Não. A minha intenção é... não foi essa. Eu quis sim comprar o sapato da moda, algumas bijus pra me enfeitar. E a economia, a terça parte dela é dos livros. E está todo mundo ocupado, inclusive eu, que não possa ler essas "tonterías". Outra coisa que me esqueci de dizer...eu já lecionei espanhol e eu adorava. E por que não adoro mais? Eu descobri que meu paladar muda e me conflita. Outra coisa também me disseram depois de eu ter me tornado professora. Me disseram que eu não sei escrever. Pode ser. Tem dias que eu acordo e nem quero escrever mas tenho que fazê-lo. Talvez nesses dias que eu acordo sem tesão nenhum pra coisa, eu realmente deva decepcionar. Decepcionar os mestres, os alunos, os poetas e toda patota que me lê. Ora por piedade, ora pra me entender eles estão me lendo.
A cidade respira, as pessoas transitam... e pensar essas coisas passa a ser bobagem de uma mente fértil. Eu sei. Tropeço com palavras. Quero entender quando não é necessário dizer. E o que eu digo é a mais pura verdade! Não estou nem um pouco afim de te impressionar. Quem me conhece sabe que talhar palavras na mármore úmida, me agrada. Expulsam os demônios que me atormentam. Por isso, meus caros, pouco importam as críticas e os enxovalhos que recebo de cara. A mesma face que recebe o tapa sentirá o beijo.
Falando em beijo, meus amantes até aqui também não foram grandes coisas pra mim. Penso que outros virão. E um ficará eterno. Já quis comemorar 15 anos com par, dia dos namorados com flores e também já chorei em festa de casamento sonhando com o meu. Já tomei meus porres e prometi sucessivas vezes que pararia de beber. Deve ser por isso que sou melancólica em fases que atravesso. Mas não pensem que não sou feliz. A felicidade renasce depois das longas caminhadas que deixaram calos nos pés. Digo, calo nos pés, porque tem dias que ando kilometros em busca de meu caminho.
Sou jovem demais ainda para cair no enfado das lições. Não era bem uma mensagem que eu queria deixar era apenas eu. Um pouco de eu. Porque o outro restante, está por vir...