sábado, 1 de janeiro de 2011

A lembrança, a primeira do ano...


Quem disse que mereces ler isto?

A fumaça do cigarro ainda invade meus pensamentos...sinto ser tragada. Logo eu, que detesto cigarro. Ao ser arrastada sou tão dependente, não do teu vício mas da vontade de te lembrar. Sou viciada em lembranças, faço delas intactas num fechar e abrir dos olhos. Então, simultaneamente, tuas mãos voltam a percorrer o meu corpo. Teus dedos, recomeçam a tocar em meu clitóris...
Te busco num olhar tenso e perdido...
Tenho lembranças bestiais com carga enorme de sentimentos...vivo de um pretexto de despudor de mim, que escorre em mim...
A incógnita da vida me bateu à porta, por intermédio de outros, te trouxe. Te fez ficar em momentos, te fez sair livremente... para levar de mim o que eu tinha de melhor: o meu amor.
Eu bem sei que não sou 'a infeliz' mas também não o tenho mais como um troféu. Embora ainda te sinta numa canção, numa foto ou nas páginas brancas de um livro.
Eu te tenho em mim como mais um, entre tantos que me fizeram sentir as pernas bambas, o coração aos pulos, digno de ser escrito entre os meus poemas.
O que seria do poeta sem a dor da flecha que corrói o peito? Eu te tenho em mim e apesar do caminhar distante, te trago nas marcas do tempo.

5 comentários:

Escrevedora disse...

Andréa, Andréa! Que coisa LINDA!
Muito me emocionou, total identificação.
Porque no primeiro dia do ano, eu era só lembrança de um alguém que muito se parece com o seu alguém.
E como eu não queria sentir isso, como queria poder desistir pra ver se o que eu quero e quem eu quero vem até mim (não dizem que o melhor caminho para se conseguir algo é desistindo do objeto de desejo?).
Enfim, profundamente tocada por esse texto. Um dos seus melhores, em minha opinião!

Querida, me perdoa pela falta de visitas aqui no seu cantinho. Eu ando sem tempo até pro meu blog. Mas agora tudo melhora e eu prometo estar mais presente!

Obrigada pelas alegrias que me deu em 2010! (Ah, ainda não sei o que dizer pra postar sua análise sobre meu texto no blog. Mas um dia postarei, pode aguardar! rs).
Um 2011 massa pra nós, né?
To sempre torcendo por você!
Beijão, linda!

MAILSON FURTADO disse...

Andrea, to com saudades de ti...

Sumida...

Passando para te desejar um bom começo de ano...

Belo post, como sempre!

Parabéns...

MAILSON FURTADO disse...

Oh Andrea não sabes como fico feliz por visitar novamente meu espaço...

Não sabes o quanto gosto de sua presença por lá...

Desde já grato demais e vc como sempre escrevendo muito e muito bem, parabéns linda! Parabéns!

Felicidades MIL com o colorido dos versos!

Paulo Rogério disse...

É um poema forte. Não sei se pela fumaça do cigarro, um detalhe sutil..."mai um entre tantos"...
A saudade aqui também é temperada, medida, consciente.
Concordando em parte com a Escrevedora, é um de seus melhores ângulos.
Beijo!

Desengavetados disse...

Sabe...eu posso dizer e ter a liberdade de confessar q...essa pessoa da qual eu me refiro em meus poemas e narrativas...ela estará sempre entre a fumaça do cigarro.Até porque, o final da história são cinzas...
Amo as suas análises, Paulo.
E.. não somi mais daqui...
bjoss!