quarta-feira, 13 de maio de 2009


Uma pena escreve suas declarações carregadas de sopro criador. Precisamos de ouvintes, precisamos de leitores. Interessados são somente aqueles que tem paixão e não se importam com a impressão que se pode causar. Esses sim são levados pelo balanço do ritmo, pelas palavras que dançam na sutileza do movimento da pena.
De hora em hora, a pena é molhada no tinteiro e respinga no papel novas ideias que compõem centenas de sentenças numa magia categórica e desesperada. Nem sempre ela pedi a compreensão de todos para não ser medida. Curioso é que apesar da pluma, ela é afiada e engenhosa no recorte de certos moldes chamados de versos. Salta dos nossos olhos cada um dos versos como se descessem os degraus de uma escada, até o seu último, o ponto final .
Ciente de que terminou.
06/12/05

4 comentários:

Gusto Vibe disse...

Afiada estas tuas palavras...

Abraços... Gusto

f@ disse...

Apenas o sopro das tuas pa l a v r a s ao ritmo da tinta em papel absorvente...


beijinhos

Godet disse...

UAU!!!!

Abismo do Obscuro disse...

Eu ainda tenho mais de 20 textos engavetados para reeditar e ampliar antes de postar. Espero que até agosto eu consiga colocar metade desses contos no ar. ;-)