sexta-feira, 16 de abril de 2010

Dor não tem título.


Estou aprendendo a me superar. Assim como uma criança que dá seus primeiros passos...Tem dias que caio no chão, me machuco feio. Tem dias que me equilibro, e dou um passo novo. Não! eu não queria sangrar nestas linhas, é inevitável.O que mais me espanta é ver a festa rolar, as pessoas, dançarem, beberem, comer e rir. Enquanto lá no fundo da pista, lá no escuro, um alguém só, derrama lágrimas...São lágrimas silenciosas demais para que todos percebam. São tão insignificantes essas lágrimas, que pessoas vivem, e são felizes às custas delas. Já imaginou? Pessoas vivem felizes às custas das lágrimas de um só. Eu não sabia. É. Já não se faz mais gente como antigamente.O que importa para o mundo isso? Cada um vive a sua vida. Tem o seu trabalho, a sua rotina, e se assim pensa no outro, deve ser para seu benefício próprio. Eu nem sabia que umas lágrimas custavam tanto, sangrar nas linhas escritas, não merece atenção! E depois de escrever, o que importa mesmo é que as lágrimas se secaram.

5 comentários:

Vitória disse...

Pois é, eu escrevo pra colocar pra fora de uma vez o que produz minhas lágrimas; escrevo porque morro se não o fizer. E parece que temos isso em comum.
É o que eu disse, uma vez, é um texto: "eu posso até dar uma festa pra comemorar meu velório interior." Lindo texto.

Ah, sim, o que vai mudar é só o URL mesmo, porque "apoi te ilude" é uma expressão muito restrita ao Nordeste, acredito que, por exemplo, você não saiba o que é. Por isso tô mudando, quero ser entendida. E o "o que eu digo não se escreve" permanece, sim. É isso que define o meu blog, nem sempre sou eu falando de mim. Eu até pensei em colocar esse nome, mas ficaria grande demais!

Aparece sempre por lá. Tô por aqui.
Beijos.

Mensageiro Obscuro disse...

Seu comentário continua lá, é que você postou na segunda versão do meu conto "Vampiro Também Paga Conta no Bar", procure lá e encontrará dois contos.

Gosto de conversar, pena que no MSN não tínhamos sintonia, hoje em dia parecemos ter mais assunto... até breve e continue escrevendo e divulgando suas artes. Tente participar de eventos e conheça blogs e portais literários, invista em você, é o melhor a fazer.

Beijos.

Paulo Rogério disse...

Como escreve bem, Andréa!
Esse pranto perdido de alguém sozinho na multidão parece que só mesmo os poetas sabem captar... Mas sem a certeza de poder estancá-lo, posto que também, não raro, só eles o praticam...
Bjo!

Deyse disse...

Sozinho...mesmo estando em meio à multidão. Clássica matéria-prima dos poetas! Parabéns!

Mensageiro Obscuro disse...

Obrigado pelo comentário no Poesia Eternizada, aparecerei mais no seu blog em breve. Eu passei pelas durezas do TCC (trabalho de conclusão de curso) antes de me formar como bacharel em enfermagem em dezembro de 2009, agora espero minha documentação para começar a buscar meu primeiro emprego na área de enfermagem. Entendo sua demora e sumiço, passei por noites mal dormindas e muita tensão revisando meu artigo científico enquanto estagiava em hospitais.

Ainda há muito a filosofar, minha vida melhorou depois que perdi as esperanças, agora as boas coisas valem bem mais pois parei de nutrir expectativas nas pessoas e acontecimentos. Por vezes ainda falho e nutro uma falsa esperança, mas a vida me dá um "pescotapa" e acordo para nossa dura realidade.